Sacramentinos de Nossa Senhora realizam Assembleia de Estudos

Reunidos no Recanto Coqueiro D’Água, Santa Luzia – MG, de 17 a 20 de outubro de 2011, os missionários sacramentinos de Nossa Senhora, realizaram sua assembléia anual que teve como tema iluminador os caminhos da missão e o discípulo missionário. A celebração de abertura, acenava para o centenário da chegada do Pe. Júlio Maria, o fundador da congregação dos sacramentinos no Brasil, em 2012. A assembleia foi assessorada pelo Pe. José Altevir, assessor da comissão missionária da CNBB e secretário do Conselho Missionário Nacional (COMINA).
Pe. Altevir, convidou a todos a compreender a missão não como necessidade histórica, mas como essência gratuita de Deus-amor, acenando para adoção de uma prática a exemplo da vida missionária de Jesus, que tem por base a proximidade aos outros, a universalidade da missão, clareza na proposta do anúncio. No desenvolvimento dos estudos, conversão e seguimento foram elementos abordados como essenciais no processo vivencial da missão.
O assessor dizia que nas atuais circunstâncias do cenário eclesiástico, a primeira conversão toca às estruturas mentais e a segunda, toca ao coração das pessoas. A ação missionária nasce sempre da compaixão, que por sua vez, surge de uma visão e de uma escuta: “Eu vi, ouvi a aflição do meu povo e desci para libertá-lo (Ex 3, 7-8), eis aí a missão de Deus, dizia, Pe. Altevir.
Partindo do princípio de que o ponto de partida para os caminhos da missão, é onde cada missionário se encontra, o assessor fez sua primeira colocação levando os participantes a perceberem onde se encontrara como pessoa diante das marcas dos tempos atuais, como Igreja, como sacramentino. Ao falar da realidade da Igreja e as marcas dos tempos de hoje, ele recorreu às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, pois as DGAE 2011, faziam parte do tema da assembleia de estudos dos sacramentinos.
Durante a assembleia houve um dia de reflexão sobre a mística missionária, momento especial para que cada um, no silêncio daquele dia pudesse assimilar e rezar o que estava sendo refletido sobre a missão. E por último foi apresentado o projeto missionário de Jesus, a partir de Mateus e todos foram convidados à luz deste projeto olhar para a congregação, especialmente neste momento em que os sacramentinos de nossa senhora se preparam para enviar os dois primeiros missionários para África, tendo por local, Angola, e os enviados serão Pe. João Lúcio e o Pe. Renato.
A Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, que tem como atual superior geral Pe. Geraldo Magela Mayrink, é portadora de um carisma missionário (Const. n.º 76) recebido de Deus através de seu fundador, o Pe. Júlio Maria De Lombaerde.Esse carisma é o de evangelizar o povo, preferencialmente os mais pobres e necessitados (Const. 2;5), utilizando-se para isso dos MEIOS, como paróquias, MCS, formação de lideranças comunitárias... (Const. 80), afinal, através de todos os meios aos seu alcance, e em consonância com os apelos da Igreja que nos convoca para "fazer o evangelho penetrar nas estruturas e culturas..." (Const. 5). O carisma do Fundador, continuado na Congregação e por ela atualizado tem como sustentáculo a espiritualidade missionário-eucarístico-mariana (Const. 6).
A missão é a razão de ser da Igreja. Como cristãos precisamos anunciar Jesus Cristo para torná-lo conhecido, amado e seguido. “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp, 29). Essa missão precisa acontecer no nosso país e fora dele. E os meios pelos quais realizamos esta missão são Paróquias, Meios de Comunicação Social, formação de lideranças comunitárias...
Os sacramentinos de Nossa Senhora são em torno de 60 membros, espalhados pelo Brasil em 27 comunidades. Mesmo apesar das grandes distâncias que separam as comunidades, a assembleia pode contar com a participação de 90% dos seus membros.


Pe. José Altevir da Silva, CSSp

assessor da Comissão Missionária - CNBB

Congresso debate Igreja e cultura digital, novos horizontes para a Missão Continental


O segundo Congresso Continental sobre “Igreja e cultura digital” organizado pela Rede de Informação da Igreja na América Latina, o RIIAL que acontece em Santiago, Chile, debate o tema “Igreja e cultura digital, novos horizontes para a missão continenteal”.
O primeiro dia da jornada teve inicio com uma missa presidida pelo arcebispo da Santiago, dom Ezzati, que acolheu os participantes, rezou pelo bom éxito do Congresso e refletiu sobre o contexto atual da Missão Continenteal segundo o Documento de Aparecida.
No primeiro dia pesquisadores, profissionais e professores da área da informatização refletiram e analisaram temas sobre a cultura digital no mundo, destacando o Continente Latino-Americano e resaltando pontos importantes e perspectivas de compromisso sobre a web para a missão eclesial.
Para os expositores, pesquisas recentes apontam para mais de 400 milhões de usuarios católicos na internet, o que pode ser considerada a maior comunidade virtual na internet. Porém, afirmaram os pesquisadores, é uma comunidade dispersa e fragmentada.
No final do primeiro dia do Congresso, o presidente do Pontifíco Conselho para as Comunicações Sociais, dom Cláudio Maria Celli, disse que “a responsabilidade da Igreja na nova cultura digital é uma questão de querer e se colocar na interatividade e capacidade de diálogo com as novas gerações, antes de ser um tema eficaz de transmissão da mensagem”. Ele refletiu também sobre a realidade presencial e virtual, ambas como parte do mesmo contexto histórico do ser humano que favorece o desenvolvimento na perspectiva da missão da Igreja neste novo contexto digital.
Em sua exposição, dom Cláudio citou vários textos e frases do papa Bento XVI, sobre a cultura digital que dizem respeito a capacidade de diálogo na Igreja e precisa se colocar em sintonía de dialogo e comunhão. Para dom Maria Celli, “a agressividade não deve fazer parte da comunicação católica, porque esta não é a proposta de anúncair a verdade de Jesus Cristo”.


fonte: cnbb, 18 de outubro de 2011

Comissão Missionária da CNBB marca presença na XIX Assembleia do CIMI

A organização missionária da Igreja no Brasil, conta com vários grupos, instituições, organismos, ou seja, forças vivas missionárias para animar e articular a dimensão missionária da caminhada da Igreja. Desta organização missionária, faz parte o Conselho Indigenista Missionário, CIMI, que nestes dias realiza sua XIX Assembleia, em Luziânia – GO.
A Assembleia está se desenvolvendo sob o tema “A Mãe Terra Clama pelo Bem Viver”, cerca de 200 pessoas, entre missionários e convidados, estão reunidas desde do dia 4 e irá até dia 8 de outubro, tendo como temas principais a eleição da nova diretoria da entidade e os novos representantes de seu Conselho Fiscal.
Por cinco dias, as atividades girarão em torno da temática do Bem Viver, discussão que há cerca de dois anos vem sendo realizada pelo Cimi, seus missionários - atualmente divididos em 11 regionais - e pelas comunidades indígenas. O tema chegou ao Brasil há pouco tempo, mas já é bastante discutido em países vizinhos ao Brasil, como Bolívia e Equador.
De acordo com Saulo Feitosa, secretário adjunto da entidade, o Cimi traz a discussão ao país, pois acredita que ela é uma nova possibilidade de descolonização, de oposição ao capitalismo neoliberal. “Ela traz uma nova alternativa ao atual modelo econômico, que já dá sinais de esgotamento, tanto sociais quanto financeiros”, avalia Feitosa.
A proposta do Bem Viver diz que é preciso romper com o sistema mercantilista de produção e consumo, propondo ainda que se repartam os bens para que todos possam viver bem e não viver melhor, acumulando riquezas como prega o capitalismo neoliberal e seu consumo desmedido.
Dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para ação Missionária e cooperação intereclesial, se fez presente na assembléia com intuito de conhecer a caminhada do CIMI e antes de tudo, ouvir, ver, a realidade narrada pelos próprios índios, que por sinal muito o sensibilizou ao perceber tanto sofrimento para com estes povos.
A Igreja que é por natureza missionária, deve ampliar cada vez mais seus horizontes, alargar a sua tenda, se colocando a caminho, meio a estes povos tão sofridos. A missão de Deus, lida a partir de Ex 3, 7-8, provém da compaixão, do sentimento suscitado do clamor de seu povo. “Eu vi, ouvi o clamor do meu povo e desci para libertá-lo”. Que sejamos todos nós missionários e missionárias aprendizes autênticos desta lição.
Texto e fotos: Pe. José Altevir da Silva, CSSp

Assessor da Comissão para Ação Missionária - CNBB

Diocese de Presidente Prudente-SP abre Mês Missionário com Congresso

Com o tema central "Novas perspectivas de ação e animação missionária", assessorado pelo Pe. José Altevir, Responsável pela Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, a Diocese de Presidente Prudente, interior de São Paulo, Pontal do Paranapanema, realizou o 2º Congresso Missionário Diocesano. Iniciou-se com Missa presidida pelo Vigário Geral e Reitor do Seminário Menor Diocesano, Mons. Miguel Valdrigh, seguida de Palestras e Trabalho em Grupos pelas cores dos continentes.
Na abertura do Congresso, o assessor dizia que nosso ponto de partida para qualquer atividade missionária, é o ponto onde estamos. Por isso ressaltou os temas principais tratados na 49ª Assembleia Geral da CNBB, entre eles as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Ao se referir às DGAE, Pe. Altevir dizia que as Diretrizes servem para nortear e iluminar a caminhada das dioceses e, antes de tudo, garantir o espírito de comunhão, de unidade e profetismo no seio da Igreja. No desenvolvimento da reflexão, o assessor enfatizou muito a dimensão da missão além fronteiras, da missão ad gentes, pedindo que na condição de discípulos missionários de Jesus Cristo, abríssemos nossos olhos, alargássemos nossos horizontes, para bem trilhar os caminhos da missão, e neste contexto passou o filme sobre o Projeto Missionário da Igreja no Brasil e a Igreja no Haiti, sensibilizando os participantes, a ponto de alguns manifestarem o desejo de ajudar o Projeto, através de campanha nas comunidades.
Estabeleceu-se como meta incentivar em todas as paróquias da Diocese a implantação do COMIPA como meio de ir ao encontro das pessoas, uma pastoral mais missionária, de visitação. Toda a reflexão foi iluminada pelo Documento 94 da CNBB. De acordo com o Pe. Éverton Ap., assessor COMIDI, este Congresso "apontou para uma necessidade das nossas comunidades que deve ser sanada e mostrou o quanto os leigos estão dispostos a se engajarem no processo de levar o Evangelho a todas as pessoas em todos os lugares".
Encerrou-se com Envio Missionário presidido pelo Pe. Sanderson, do COMIDI. A animação ficou por conta de um grupo da IAM. Contou com a presença de seminaristas, sacerdotes e muitos agentes de pastorais e comunidades.

Pe. Éverton Aparecido
Assessor do COMIDI

Semana de Formação missionária vai discutir “Missão Continental e as DGAE”

“A Missão Profética da Igreja no Brasil”. Com este tema o Centro Cultural Missionário (CCM), as Pontifícias Obras Missionárias (POM), e a Comissão Episcopal para a Ação Missionária da CNBB, irão realizar nos dias 21 a 25 de novembro, a Semana de Formação Missionária sobre a Missão Continental e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O Evento destinado a assessores e coordenadores pastorais dos Regionais e dioceses, além de articuladores da Missão Continental no Brasil, será realizado na sede do CCM, em Brasília.
A formação dá continuidade à Semana Brasileira sobre Missão Continental realizada em setembro do ano passado, evento que discutiu o tema “Vocês são testemunhas destas coisas”, tirado do capítulo 24 do evangelho de São Lucas.
De acordo com o diretor executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, a Semana de Formação vai enfatizar três pontos: o lugar que ocupa a Missão Continental, a partir desse ponto, discutir se as DGAE vêm substituir como Projeto ou a Missão Continental tem que encontrar um lugar dentro das DGAE. Segundo ponto: Será que as DGAE sublinharam bem a questão da missão profética da Igreja no Brasil? E por último: o realce dado à Missão Ad Gentes pelas DGAE.
“Nós queremos criar um debate entre Diretrizes e Missão Ad Gentes (Além-fronteiras). Por isso que vamos fazer essa Semana de Formação. Um estudo sobre as Diretrizes, levantando essas três questões de aprofundamento interior. Queremos apanhar alguns pontos que as DGAE não aprofundaram para ver que aprofundamento podemos dar agora”, justificou padre Estêvão.

Jesus é missão, a Vida é missão, a Igreja é missão

Compreender a missão não como necessidade histórica, mas como essência gratuita de Deus Amor, significa para o discípulo adoção de uma prática a exemplo da vida de Jesus: de proximidade aos outros.
Deus é Missão. Deus revela em Jesus seu rosto profundamente humano na aproximação a qualquer condição humana.
Jesus convida qualquer pessoa, povo, sociedade a repensar Deus a partir dEle próprio, dessa sua vida e dessa sua missão, como Filho de Deus e Filho do Homem: “a todos nos toca recomeçar a partir de Cristo” (DAp 12). A vida é missão. Viver a partir dos princípios evangélicos, é antes de tudo criar novas relações, nas quais a vida digna seja garantida. A Igreja é missão. Costuma-se falar muito hoje em estado permanente de missão, isto é bom, porém, sem esquecer-se do estado permanente de conversão, pois a missão é de Deus e os missionários e missionárias, são apenas instrumentos, que precisam serem afinados com a vontade do Pai. “Eu e o Pai somos um”, falou Jesus.


Nas atuais circunstâncias do cenário eclesiástico, quem sabe poderíamos dizer que a primeira conversão toca às “estruturas mentais”, se assim for, a segunda toca o coração das pessoas, sua capacidade de se deixarem tocar e interpelar pelas situações.
A ação missionária nasce sempre de uma compaixão, que por sua vez surge de uma visão e de uma escuta, “Eu vi, ouvi a aflição do meu povo e desci para libertá-lo (Ex 3, 7-8). É preciso, portanto, sair de si mesmos para pôr-se nessa profunda atenção da realidade.


Estamos iniciando o mês de outubro, época em que a Igreja convida a todos dar maior visibilidade às suas ações ordinárias, pois sua identidade é configurada por estas ações. Daí a grande responsabilidade de cada batizado: cuidar da natureza da Igreja. Esta atenção focada para missão, com data mais ou menos determinada, surgiu para intensificar cada vez mais a consciência missionária. Longe da idéia de reduzir a missão no mês de outubro, mas, ao contrário, ganharmos forças para irradiar toda a Igreja e todos na Igreja com a alegria de sermos discípulos (as) missionários (as) de Jesus Cristo.
Este já é o 85º aniversário do dia mundial das missões. Desde 1926, com a instituição do Dia Mundial das Missões pelo papa Pio XI, intensificou-se em toda a Igreja, e em todas as Igrejas particulares, o apelo de renovar e direcionar o próprio ardor e vida missionária para além das próprias fronteiras, em dimensão universal. A V Conferência do CELAM, realizada em 2007 em Aparecida, fez um apelo forte, no sentido de que toda Igreja, todos os batizados, se tornem discípulos missionários de Jesus Cristo. Que aumente em todos a consciência missionária, de modo que se alarguem os horizontes da missão.


Para ajudar nesta caminhada, a Igreja no Brasil, prepara a Campanha Missionária. Esta iniciativa é desenvolvida pelas Pontifícias Obras Missionárias, juntamente com as forças vivas missionárias que fazem parte do Conselho Missionário Nacional, COMINA, prepara e distribui cada ano para todas as dioceses, subsídios, entre eles, cartazes, novenas, DVDs com testemunhos de missionários presentes em vários lugares do mundo, pequenos folhetos para os quatro domingos do mês, em fim, um excelente subsidio de reflexão sobre a missão. A Campanha Missionária, sempre é motivada a partir de tema e lema, que por sua vez, dar continuidade ao tema e lema da Campanha da Fraternidade de cada ano, isto para firmar cada vez mais o espírito de comunhão no seio da Igreja. Para este ano de 2011, "Missão e Ecologia" é o tema, e como lema, "A misericórdia de Deus é para todo ser vivo" (Eclo 18,12b).
Para os organizadores a Campanha Missionária 2010 foi muito positiva a reunião com destaque para a produção da Novena em DVD que popularizou o tema e sensibilizou as comunidades. Segundo as POM, entre outros subsídios, foram distribuídos 120 mil exemplares do livrinho com a Novena e 12 mil cópias do DVD para todas as paróquias do Brasil.

Um dos grandes desafios na Campanha, continua sendo o de garantir a distribuição do material. O mesmo é enviado ainda no primeiro semestre para cada diocese, isto o diretor das POM garante, o que nem sempre acontece com a mesma intensidade, é o repasse das dioceses às paróquias. Porém, é uma questão de tempo e de crescimento da consciência missionária. E isto vem melhorando a cada ano. As coletas do Dia Mundial das Missões, recolhidas pelos Diretores Nacionais das POM das nações, constituem o Fundo Universal de Solidariedade para financiar projetos de evangelização em diversos países do mundo. Neste sentido somos todos convidados a vivermos a cooperação missionária, a partir da nossa pequena comunidade para o mundo. É no coração da humanidade que somos chamados a viver missionariamente o nosso batismo, pois dificilmente encontraremos outro caminho para viver este sacramento, a não ser pelas estradas missionárias, que nos levam a participar de maneira profunda da vida de todos os povos. “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10).

Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da Comissão Missionária – CNBB
Secretário do COMINA