Secretário do Comina vai ao Haiti para conhecer detalhes do Projeto Missionário de Solidariedade

Com o objetivo de conhecer os “pequenos projetos” que nasceram dentro do “grande” Projeto Missionário de Solidariedade entre as Igrejas do Brasil e Haiti, o secretário executivo do Conselho Missionário Nacional (Comina) e assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre José Altevir da Silva, vai fazer sua segunda visita ao Haiti. Ele permanece naquele país entre os dias 4 e 11 de junho.

“Vou para conhecer os pequenos projetos, frutos do Projeto de Solidariedade entre as Igrejas do Brasil e Haiti para entender os horizontes que se abrem para que Igreja do Brasil possa realmente vivenciar esse belo trabalho que tem pouco menos de um ano”, disse Altevir, que terá ainda uma manhã de espiritualidade com a Comunidade.

O Projeto entre as Igrejas do Brasil e Haiti teve início em setembro de 2010 quando foram enviadas as três primeiras missionárias e em março deste ano, mais três foram para compor a comunidade e fortalecer o projeto. Agora são quatro enfermeiras e duas pedagogas que desenvolvem atividades artesanais e de agrupamento de pessoas,horta comunitária e muitos outros afazeres. A comunidade mora numa pequena casa de quatro quartos que foi adquirida recentemente na Semana Santa deste ano.

Pastoral da Criança

Além de visitar a Comunidade de irmãs brasileiras que atuam no Projeto entre as duas Igrejas, o secretário executivo do Comina vai também ter um momento de diálogo com o arcebispo de Porto Príncipe, dom Guire Poulard, no qual o prelado fará o pedido da presença da Pastoral da Criança naquele país à CNBB. O encaminhamento será levado à presidência da Conferência assim que o padre Altevir chegar ao Brasil.

“A Dr. Zilda Arns começou o processo de implantação da Pastoral da Criança no Haiti, mas não conseguiu concluir; mas agora tem tudo para dar certo. Para que isso ocorra, a Igreja do Haiti deverá fazer o pedido à CNBB que deverá acatar e encaminhar ao presidente da Pastoral da Criança, Dr. Nelson Arns, para darmos os devidos encaminhamentos à implantação”, concluiu padre Altevir.

Entrevista e informações: Assessoria de Imprensa/POM

Seguimento e Missão

Seguimeto e Missão: de olhos fixos em Jesus a luz da inserção foi o tema do segundo seminário da Vida Religiosa, promovido pela Regional da CBR de Minas Gerais.

Segundo a assessora executiva da Regional, Irmã Eudinea Costa de Oliveira, da Congregação das Irmãs Nossa Senhora Menina , o objetivo do seminário é Refletir, Partilhar, Celebrar a caminhada da VR.
Conhecido como seminário dos INTERES, tem a presença de formandos de todas as etapas de formação de diversas congregações, formadores e a equipe organizadora. Neste segundo seminário que acontece em Belo Horizonte, conta-se com a participação de mais de duzentos formandas e formandos.
Com uma programação bastante intensa, realizou-se pela manhã a abertura, oração inicial, que teve por sinal, um espaço privilegiado, de modo que possibilitou aos participantes um verdadeiro mergulho na mística missionária, levando em conta os diversos rostos sofridos que se encontram nos porões da humanidade. E é para lá que o Evangelho de Jesus Cristo, tão valorizado durante a celebração, nos aponta, nos remete, quando nos colocamos na situação de seguidores de Jesus e abraçamos a missão que ele mesmo nos confiou.
Na seqüência foi feita a ressonância do primeiro seminário ocorrido em 2009, pois o mesmo acontece a cada dois anos. Por assessor para desenvolver o tema Seguimento e Missão, contou-se com a presença do Pe. José Altevir da Silva, assessor da Comissão para Ação Missionária da Conferência dos Bispos do Brasil. Segundo Pe. Altevir a paixão de Jesus pelo Reino que nos leva à paixão pela humanidade. Manter os “olhos fixos” n'Ele é percorrer o mesmo caminho, com os mesmos sentimentos de Jesus, no compromisso e solidariedade com as pessoas mais sofridas e necessitadas, em suas lutas pela vida, numa entrega amorosa até poder dizer: “Ninguém me tira a vida, Eu a dou livremente” (Jo 10, 18).

A mística que orienta, o discípulo missionário: é o envio! “Como meu Pai me enviou, eu envio vocês (Jo 20,21). Necessitamos desenvolver a dimensão missionária da vida em Cristo. A Igreja necessita de um forte impulso que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento, na indifirença, à margem do sofrimento dos pobres do Continente (DAp 362).
Recorrendo ao Documento de Aparecida, dizia o assessor, “ao chamar os seus para que o sigam, Jesus lhes dá uma missão muito precisa: anunciar o evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28,19; Lc 24,46-48). Por isso, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de sua missão, ao mesmo tempo que o vincula a Ele como amigo e irmão” (DAp 144).
Ao concluir, Pe. Altevir lembrava que não se reduz em fazer atividades, mas antes de tudo, em recriar novas relações. “A Igreja cresce, não por proselitismo mas ‘por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo para si’ com a força do seu amor’ A Igreja ‘atrai’ quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou” (DAp159).

Dando continuidade aos trabalhos do dia, os participantes foram divididos na parte da tarde, em cinco oficinas, a priori, bem preparadas e cada uma com seu assessor (a), são elas: VR e Ecologia, VR e Juventude, VR e Profetismo, VR comunidade e comunicação e VR e corporeidade. A primeira foi assessorada por um casal de leigos Ana Maria e José Luiz, as demais por religiosas e religiosos.
O seminário que iniciou por voltas das 08h, se estenderá até às 21h do dia 28 de maio de 2011.
Mais que ficar presos em conteúdo, este seminário visa estreitar laços, viver com profundidade os momentos orantes e partilhar a vida.
Pe. José Altevir da Silva, CSSp
assessor da Dimensão Missionária - CNBB

Lançado novo susídio: O Brasil na Missão Continental

“Vocês são testemunhas dessas coisas”, é o mais novo subsídio do Projeto Nacional de Evangelização, O Brasil na Missão Continental, fruto das reflexões da Semana Nacional da missão continental, realizada em setembro de 2010 no Centro Cultural Missionário (CCM), organismo ligado à CNBB, espaço propício para a formação missionária em seus mais variados níveis.
Neste livro, editado pelas Edições da CNBB, o leitor vai se deparar com temas bastante pertinentes e que estão diretamente ligados às atuais preocupações quando o assunto é missão continental. De acordo com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, padre José Altevir da Silva, destaca-se no livro “a espiritualidade bíblica, alicerçada na leitura orante da Bíblia, como motivação profunda para a missão; a busca de uma paróquia missionária”.
O livro trata ainda da busca de uma paróquia renovada, rede de comunidades, acolhendo e abrindo espaços para a participação responsável de todos os leigos; uma Igreja que planeja sua ação pastoral, procurando uma ação evangelizadora mais eficaz, mas que traga também frutos de uma maior comunhão, sintonizada com os nossos tempos, entre outros temas ligados à Missão Continental.
“Muito já foi feito ao longo desses anos. Muitas foram as dioceses, paróquias, comunidades e pastorais que abraçaram a proposta do Projeto Nacional de Evangelização, produzindo frutos que dinamizam a caminhada missionária de nossa Igreja. A proposta da Missão Continental continua atual, pedindo uma participação mais madura e um envolvimento maior de toda a Igreja no Brasil”, afirmou padre Altevir sobre o estágio do Projeto de Evangelização na Igreja no Brasil.
Para adquirir este livro que trás por título “Vocês são testemunhas dessas coisas”, voltado especificamente para animar os trabalhos das dioceses, paróquias, comunidades, casa de formação, vida religiosa, seminários, diáconos permanentes, enfim todo o povo de Deus, envolvido com o projeto o Brasil na Missão Continental, basta entrar em contato com:
Edições da CNBB
SE/Sul Quadra, 801, Conjunto B – Cep 70200-014 Brasília-DF
vendas@edicoescnbb.com.br
(61) 2193-3019
Comissão para a Missão Continental
A composição da Comissão especial para a Missão Continental será anunciada na primeira quinzena de junho, com seu presidente, mais dois bispos que irão compor esta comissão e o assessor

Presidente da CRB e secretário executivo do Comina falam sobre Projeto Missionário de Solidariedade no Haiti


Projeto Missionário atua na defesa da vida do povo haitiano

Em entrevista à assessoria de imprensa das Pontifícias Obras Missionárias (POM) a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Márian Ambrósio; e o assessor da dimensão missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre José Altevir da Silva, falaram sobre o Projeto Missionário de Solidariedade entre as Igrejas do Brasil e Haiti.

Irmã Márian disse que o projeto nasceu após o terremoto de 12 de janeiro de 2010, quando chegou a Curitiba (PR) o corpo da Drª Zilda Arns. “Foi o início de um projeto que tem por objetivo principal não deixar morrer o sonho de tantas crianças do Haiti”, disse a presidente da CRB. Estão juntos no projeto a CRB, a CNBB e o Conselho Missionário Nacional (Comina) com o apoio das POM e mantido pelo povo brasileiro através da Cáritas Brasileira. O Projeto tem validade de 10 anos.

Para que tivesse consistência desde o início, a proposta foi levada para a aprovação do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep). A CNBB aprovou e os trabalhos tiveram início como uma missão de toda a Igreja do Brasil. Irmã Márian explicou que não é um projeto unilateral, mas antes de qualquer coisa, a Igreja no Brasil ouve a Igreja haitiana antes de tomar qualquer decisão.

“Uma das características mais marcantes do projeto é que nós ouvimos a Igreja no Haiti. Ouvimos representantes da Igreja e da Conferência dos Religiosos do Haiti”.

Tendo como principal bandeira a “defesa da vida”, o projeto conta hoje com seis irmãs brasileiras no Haiti, quatro enfermeiras e duas pedagogas que desenvolvem atividades artesanais e de agrupamento de pessoas. A comunidade mora numa casa de quatro quartos que foi adquirida recentemente na Semana Santa deste ano. “Tudo é feito com o povo do Haiti não simplesmente para doar alguma coisa, mas viver com eles. Aprendemos juntos e desenvolvemos um processo comunitário”, contou. As irmãs vivem no país por pelo menos três anos. Após esse tempo, elas fazem uma parada, um tratamento de saúde e uma reciclagem também.

“A dedicação extrema faz com que as irmãs precisem alternar para ter força de continuidade, pois tudo é de alto risco: a falta de higiene, a alimentação precária, o pouco cuidado com a saúde”, disse irmã Márian. Para completar o quadro de religiosos no Projeto, a CRB está à procura de mais um missionário: religioso, sacerdote, ou leigo (a).

O Projeto no Haiti

A proposta do projeto previa um trabalho, mas sofreu alterações devido à gravidade da situação do Haiti quando as irmãs lá chegaram. Um dos exemplos é a plantação que já envolve muitas famílias. “As religiosas deixaram de lado aquilo que se tinha pensado no Brasil e começaram a fazer uma grande plantação. E é muito bonito ver que todas as pessoas foram plantar junto com as irmãs. Num curto espaço de cinco meses houve preparo da terra, busca pela água, plantação, e a colheita”, sublinhou irmã Márian.

Segundo a presidente da CRB todo o trabalho das irmãs tem sido realizado para superar a extrema pobreza do povo haitiano e tudo tem sido desenvolvido com o foco totalmente voltado para esse objetivo. Irmã Márian esteve naquele país entre o fim de março e meados de abril e contou que jovens e adolescentes têm se aproximado das religiosas e participado dos trabalhos de bordado, música, canto. A religiosa acredita que as tarefas são o caminho para a comunidade superar as dificuldades.

“As pessoas querem se ocupar de alguma forma, se agrupam ao redor das irmãs e começam um trabalho muito simples e nesse momento surgem aspectos do anúncio da pessoa de Jesus, se fala do amor de Deus, mas o princípio fundamental é a defesa da vida”.

Quando irmã Márian foi para o Haiti, em abril deste ano, foi com ela o diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias, padre Camilo Pauletti, para conhecer o Projeto e a realidade do Haiti quase um ano e meio após a tragédia. Como frente agregadora da força missionária do Brasil, irmã Márian disse que a presença e parceria das POM por meio do seu diretor nacional foram indispensáveis.

“Foi um presente a presença das Pontifícias Obras Missionárias lá. A presença do padre Camilo ao nosso lado nos deu segurança, e alimentou a esperança. De igual importância foi também a ajuda concreta que ele fez num momento em que tudo falta no Haiti. Eu sou muito grata à presença dele que foi uma pessoa eminentemente testemunhal. Aonde ele ia passava serenidade e esperança ao povo”, disse, contente, a religiosa.

Fonte: POM