Novena Missionária

Já está disponível no site da Verbo Filmes os vídeos da Novena Missionária 2010. O material foi feito em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e conta com 9 vídeos, um para cada dia da Novena.
A Campanha Missionária, promovida e coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias, propõe para este ano de 2010 o tema "Missão e Partilha", e, como lema, "Ouvi o Clamor do Meu Povo" (cf. Ex 3,7b).

Segundo o diretor nacional das POM, monsenhor Daniel Lagni, o tema Missão e Partilha remete à Campanha da Fraternidade deste ano, "a qual pretende resgatar, com enfoque e dimensão missionária e remete ao êxodo do povo de Israel, e aos muitos 'êxodos' dos povos atuais. Também nos remete ao tema da migração, mobilidade humana, do ser peregrinos, lembrando-nos permanentemente que o horizonte da Missão é o mundo, a humanidade no seu todo. O cartaz traz um fundo verde, sinal de esperança. A Missão alimenta, fortalece nossa fé, esperança e caridade, mantém-nos no caminho da fidelidade a Deus e à humanidade, Povo de Deus (LG 2)".
Confira aqui os vídeos da Novena Missionária 2010. Confira aqui os materiais da Campanha Missionária.

Histórico
A Verbo Filmes foi fundada em 1979 por Conrado Berning, cineasta alemão, formado na Academia de Cinema da Alemanha, radicado no Brasil por 30 anos. Conrado dirige a Verbo Filmes nos seus primeiros 15 anos, sendo o diretor de uma série de Filmes e ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais com os filmes: Pé e Fé na Caminhada, Ameríndia e O Anel de Tucum.
A Verbo Filmes tem em seu acervo mais de 300 filmes, produzidos inicialmente em 8 mm, depois em 16 mm, 35 mm, Betacam e, atualmente, em digital. As produções abrangem os mais variados gêneros: documentários, institucionais, ficção, desenho animado e comerciais.

Em1994, Cireneu Kuhn, missionário verbita, assumiu a direção da instituição e continua até os dias de hoje, numa produção média de doze filmes por ano. “O Relógio e a Bomba”, “De Braços Abertos” e “O Senhor é meu Pastor” são os títulos recentemente premiados em festivais.
Em 2009 a Verbo Filmes comemorou 30 anos de existência com o slogan: “Verbo Filmes - 30 anos a serviço da Vida e da Esperança”.
Acesse o site da Verbo Filmes no www.verbofilmes.org.br

Fonte: CNBB

Projeto de Solidariedade envia missionárias brasileiras para o Haiti

“Solidariedade entre a Igreja do Brasil e Igreja do Haiti”. Este é o nome do projeto missionário assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cáritas Brasileira e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Será a primeira vez que a Igreja no Brasil enviará uma comunidade de missionários para o Haiti. Depois de três meses de preparação das missionárias no Curso Missionário “Ad Gentes” (Além-Fronteiras), que aconteceu no Centro Cultural Missionário (CCM), foram enviadas três irmãs no dia 13 de setembro, acompanhadas da representante da CRB, irmã Antônia Mendes.

O envio da Comunidade, composta por irmãs de três congregações, Maria Aparecida dos Santos, da Congregação Pequenas Irmãs da Divina Providência; Maria Aparecida da Silva Viana, Providência de Gap.; e Maria Marcelina Xavier, do Instituto Pias Mestras Vinerini, dará início à concretização do Projeto previsto para se efetivar em etapas; o grupo enviado será uma ponte de comunicação, uma base do Brasil no Haiti.

De acordo com o assessor da Dimensão Missionária da CNBB, e assessor do Curso Missionário Ad Gentes, padre José Altevir, antes do curso no CCM, a comunidade teve uma preparação particular para aprender o idioma francês e o creole (língua nativa do Haiti). Ele também destaca que o Projeto é uma ação solidária da Igreja no Brasil voltado totalmente para o povo haitiano.

“O Projeto de Solidariedade entre as Igrejas do Brasil e Haiti tem como objetivo ser presença solidária, acolhedora e evangélica no Haiti, inserindo-se conscientemente na reconstrução e na vigilância por condições dignas para a população pobre. Contando com a resistência e o potencial do povo, o Projeto quer ter como protagonistas os próprios haitianos, visando garantir ações continuadas e efetivas”, destacou padre Altevir.

Fonte: CNBB

Conclusão da Semana Brasileira da Missão Continental

Aconteceu de cinco a onze de setembro de 2010, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília, o terceiro encontro nacional da missão continental, promovido pela comissão episcopal para missão continental, seus assessores, em parceria com o CCM. O evento contou com a participação de cinqüenta e oito lideranças missionárias. As atividades da semana brasileira da missão continental contemplou praticamente todo o Brasil. Dos dezessete regionais da CNBB, quinze se fizeram presentes. Durante aquela semana, foi postado diariamente no blog da missão continental WWW.obrasilnamissaocontinental.com síntese de cada conferência, de modo que além de atingirmos os participantes presentes, chegamos também a mais de quinhentos visitantes que se alegraram conosco ao acompanhar este encontro nacional da missão continental.

O encontro possibilitou o estudo, reflexão, partilha de experiências da missão continental a partir do Documento de Aparecida, e sinalizou pistas de ação para melhor receptividade e concretização de Aparecida, especialmente ao se falar da missão continental, que na Igreja do Brasil, a CNBB transformou no Projeto Nacional de Evangelização.

Temas abordados como Elementos Bíblicos da Espiritualidade Missionária, Paróquia Missionária, Projetos e Metodologia para Nova Evangelização, Juventude e Missão, focando o protagonismo dos jovens na dimensão missionária, mostraram que em nossa condição de discípulos missionários de Jesus Cristo, somos chamados a trabalhar, para que todo batizado assuma seu ser e sua missão no âmbito da sociedade e da Igreja.

Aspectos universais da missão, transversalmente, se fizeram presentes no decorrer da reflexão, despertando os participantes a consciência de que o mundo espera de nossa Igreja latino-americana e caribenha um compromisso mais significativo com a missão universal em todos os continentes. Para não cairmos na armadilha de nos fechar em nós mesmos, pois devemos formar-nos como discípulos missionários sem fronteiras. A missão continental, não pode ser concebida como missão para o continente latino-america e caribenho, mas a partir do continente, para o mundo.

“Evangelizar sobre o amor de plena doação, como solução ao conflito, deve ser o eixo cultural “radical” de uma nova sociedade. Só assim o Continente da esperança pode chegar a tornar-se verdadeiramente o Continente do amor DAp 543”.

Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da Dimensão Missionária da CNBB
Secretário Executivo do COMINA


Semana Brasileira sobre a Missão Continental reflete projetos para uma nova evangelização

Site da CNBB nacional

SBMC2

Nesta quinta-feira, 8, Festa da Natividade de Nossa Senhora, o diretor executivo do Instituto Santo Tomás de Aquino de Belo Horizonte (MG), padre Manoel Godoy, apresentou na Semana Brasileira sobre a Missão Continental, o tema “Projetos e Métodos para a uma Nova Evangelização – memória, seguimento e perspectivas”.

Durante sua fala, ele destacou a importância da missão para o anúncio de Jesus Cristo aos que ainda não o conhecem, para atingir os cristãos afastados, bem como de uma evangelização como desejava o papa João Paulo II: “caracterizada no ardor, na expressão e no método”.

padre_manoel_godoyPadre Godoy também afirmou que a “Nova Evangelização” está nas raízes do Evangelho, “tendo presente os 16 documentos do Vaticano II, sobretudo no decreto Ad Gentes”.

A Semana Brasileira sobre a Missão Continental acontece no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília, desde o dia 5, e termina neste sábado, 11.


Fotos e informações: Padre José Altevir

Mobilidade humana e “missão intergentes”

Na manhã de 10 de setembro, Pe. Sidnei Marco Dornelas CS, assessor do Setor Mobilidade Humana e Missão Continental da CNBB, afirmou que “o nosso objetivo é tentar compreender o significado da mobilidade humana e discernir as proposta de evangelização que lhes seja apropriada no contexto da Missão Continental”. Neste sentido, falar de “mobilidade humana” é falar de gentes, de grupos humanos que vão e voltam na busca de uma condição de vida mais digna. Para a Igreja, o objetivo de sua missão não é somente atingir os que estão perto, mas abrir-se aos novos contingentes humanos que migram constantemente, dando conta que urge superar os problemas do etnocentrismo: os outros tem sotaque eu não; o racismo na inteligência, os índios devem se adaptar à mentalidade ocidental; o migrante étnico: diferente, deslocado e diferenciado, outra de classe: sua vida é vista como folclore, nada é levado a sério. Deve ser valorizado e sensível ao que ele faz e vive, isso mexe com gente de qualquer condição.

É a “missão intergentes” que é “a etapa mais avançada na missão continental para ir direção aos “afastados”, os que estão excluídos da sociedade e não são alcançados pela ação evangelização da igreja” – disse o Pe. Sidnei. Para a Igreja abrir-se aos migrantes necessita levar em conta as condições sociais em que eles se encontram. A condição social do migrante está na sua provisoriedade permanente, na sua instabilidade constante, no isolamento, ora na segregação ou então no confinamento. Ao entrar no território “alheio”, sua presença incomoda, desinstala a população local e refaz seus referenciais religiosos e culturais.

Segundo Pe. Sidnei a “Igreja ao desenvolver suas ações pastorais se defronta com a presença dos migrantes que chegam de todos os lados, e entram no “território” paroquial e vão marcar novas formas de ocupar o “espaço eclesial” da Igreja” – afirmou o expositor. Algo eles tem a dizer e a ação pastoral vai recebendo novos contornos e novas ações, desde que a Igreja esteja aberta à novidade e aos desafios, e cada um ocupe o seu lugar e ambos se acolham e se respeitem. Para isto tudo é fundamental que se estabeleça condições de diálogo numa linguagem comum em que se saiba conviver com as diferenças; e superar os conflitos para encontrar uma plataforma comum de ações, tendo sempre a cultura que está em constante mutação, não é mais estável, nem harmônica, nem concorrente, mas em constante turbulência, porém se enriquece.

Documentos da Igreja sobre as Migrações

Com a Revolução Industrial surge a mobilidade humana e a expansão em função do capitalismo emergente. “A Família de Nazaré no Exílio” de Pio XII, datado de 1 de agosto de 1952 foi escrita para animar as famílias migrantes católicas. Paulo VI em 1969 também escreveu sobre “O cuidado pastoral dos migrantes”, na qual, ele se volta para todas as novas situações em que se encontram os migrantes. O Papa João Paulo II em 1988 funda o Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes Itinerantes. Em 2004 a Instrução “A caridade de Cristo para com os Migrantes”, focaliza as migrações no contexto da Globalização. Trata de temas importantes entre outros: Políticas que negam direitos fundamentais dos migrantes; nacionalismo exacerbado, violência e xenofobia; tráfico de seres humanos e trabalho degradante; aumento dos refugiados e deslocados internos. Fruto de toda esta caminhada foi a Campanha da Fraternidade de 1980: “Para onde vais”, inicia-se um processo de organização pastoral apoiado nas CEBs e pastorais populares.

Conferencia de Aparecida (2007)

O Documento de Aparecida entre os “rostos sofredores que doem em nós” encontram-se os migrantes (n. 411- 4160. - O DAp enfatiza Pe. Sidnei “mudar a espiritualidade e a mentalidade com o próximo que veio de longe. Objetivo de Ap é tornar o migrante protagonista dentro da igreja. Este é o objetivo da pastoral da mobilidade humana. A Igreja como Mãe, deve sentir-se como igreja sem fronteiras, igreja familiar, atenta ao fenômeno crescente da mobilidade humana em seus diversos setores. Considera indispensável o desenvolvimento de uma mentalidade e espiritualidade a serviço da pastoral dos irmãos em mobilidade, para recuperara inteireza da pessoa humana e reintegrar na sociedade e na Igreja”.

Entre tantas propostas o Documento de Aparecida privilegia o Discípulo Missionário como agente de mediação. “Para tanto cultive suas qualidades humanas de facilitador, interprete, a empatia, a integridade e a autenticidade. Isto tudo para ajudar com que a pessoa que está no espaço eclesial entenda o mundo do migrante, e o migrante possa entender o que é este mundo eclesial” – acentuou Pe. Sidnei.

À guisa de convocação

A missão continental é uma intuição de um mundo globalizado e o território onde cada um vive, parece ser mais o seu único chão, mas de uma abrangência maior pois, o migrante com o encontro com a igreja, ele incomoda de um lado, mas acolhido pode como não também ser um protagonista da evangelização. Ele torna-se uma pedra no sapato, como competidor, ele é um ponto de conflito, ele é estranho, a mosca que veio de longe e veio para desinstalar. Por isso, devemos redefinir ele expressa, sinal de um mundo urbano novo, pois as relações não são estáveis, são turbulentas o tempo todo. O migrante da cidade tem um mundo fragmentado, ta missão permanente deve se fazer presente nos setores afastados, excluídos e segregados. Missão Intergentes – não é contra ninguém, mas ir “ad omnes” ir a toda gente. Neste contexto você tem o diferente na frente de sua porta, de sua rua. Eles estão em todos os lados. Construir a igreja com estes que vieram do norte ou do sul, da Bolivia ou do Paraguai. Esta é a nova perspectiva da missão continental = abrir-se e acolher o diferente, integrá-lo para tornar uma força viva e atuante na comum casa em que habitamos. Torná-lo protagonista de sua própria vida e fé.

Texto: Pe. Mário De Carli, imc e Pe. Ubajara Paz de Figueiredo – Arquidiocese de Campo Grande - MS

Fotos e postagem: Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da Dimensão Missionária- CNBB

Regional Noroeste na Missão Continental

Encerrada a VIII Assembleia Anual do Comire Noroeste, que refletiu a Teologia da Missão, de 03 a 06 de setembro, com a participação de setenta e cinco pessoas de todo o regional, encontramo-nos em Brasília, nesta primeira Semana da Missão Continental: Irmã Augusta Culpo - FMM, coordenadora do Comire -NO, atuando em Porto Velho-RO; Aldemísia Magalhães e Padre Cristiano Tavor, de Cruzeiro do Sul-AC; Maria Francisca Souza, de Lábrea - AM e Latif Lima, de Rio Branco - AC.

Comparecemos para nos inteirar mais a respeito do Projeto Nacional de Evangelização, "O Brasil na Missão Continental", e de como encaminhá-lo, na prática, em nossas Dioceses, no compromisso do estado permanente de missão.

Nos temas abordados, nos debates, nas reflexões, na convivência fraterna o Espírito de Deus se fez sentir, impulsionando-nos para a continuidade do compromisso, à luz de Aparecida, num processo de conversão, abertura e acolhida, para que o amor de Cristo seja experimentado por todos, segundo o mandato do próprio Jesus: Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações (cf. Mt 28, 19).

Texto: Ir. Augusta Culpo e Latif Lima
Foto: Pe. Altevir, CSSp

Por uma Juventude protagonista de sua Missão

Pe. Jorge Boran, religioso, membro da Congregação do Espírito Santo, espiritano, irlandês, naturalizado brasileiro e já tem 45 anos de dedicação à juventude brasileira. É assessor do Centro de Capacitação da Juventude em São Paulo.

Com o tema “Missão junto à Juventude para uma Juventude Protagonista da Missão” começou sua reflexão dizendo que “é fundamental termos uma visão positiva da juventude, pois ela carrega dentro de si sonhos e realizações, e que hoje, nós como Igreja, devemos estar atentos para caminhar com ela no protagonismo de sua história. Temos o perigo de encarar a juventude como um problema e não perceber, também seu potencial de transformação”. Ao se referir assim, fez algumas considerações sobre o tema juventude, citando os bispos da AL no documento de Aparecida propõe uma inversão radical do sistema eclesial. “Durante séculos a Igreja se concentrava na conservação da herança do passado. Apesar dos desafios a Igreja do Brasil vive um momento único e privilegiado em se trabalhar com a juventude” – acentuou Pe. Boran.

Inicialmente seu olhar se voltou sobre a realidade da juventude, sobre os 47 milhões de brasileiros entre 15 a 29 anos. A Juventude é também o momento das grandes decisões na vida do ser humano de decisões sobre o estudo, carreira, valores, vocação. Chamou muito a atenção o fato de esta geração contemporânea ter três marcas: o medo de sobrar (desemprego), tem “medo de morrer” precocemente (medo da violência) e vive em um mundo conectado (internet). Há aspectos positivos como tempo de alegria particularmente intensa, ligada à inebriante descoberta do sentido da vida e às suas interrogações mais profundas.

Citou o Documento de Aparecida que renova a opção preferencial pelos jovens (n. 446), é a fase da vida onde se ajuntam os maiores problemas e desafios, mas é também a de fazer o maior progresso nas energias e desenvolvimento. Importante foi o quadro que ele apresentou do perfil dos jovens no contexto moderno e pós-moderno, “as duas culturas convivem juntas, pois os valores da modernidade continuam sendo importantes para os jovens: a democracia, o diálogo, a busca da felicidade humana, a transparência. É bom lembrar que os jovens universitários, os intelectuais e os profissionais são formadores da opinião pública” – frizou Pe. Boran – ao falar sobre o problema da evangelização da juventude no futuro, dependerá da capacidade da Igreja dialogar com o mundo moderno e pós-moderno.

Apresentou as 8 linhas de ação do Documento 85 da CNBB “Evangelização da juventude, desafios e perspectivas pastorais”.

Deu grande destaque e ênfase ao Centro de Capacitação para a Juventude (CCJ), na qual, em duas etapas pelo Curso de Dinâmicas para Lideranças, para motivar, preparar e envolver os jovens como protagonistas da missão junto à juventude.

Na parte da tarde os participantes da Semana Brasileira para a Missão Continental, foram desafiados a apresentar elementos importantes para que a Juventude possa se envolver e se integrar no Projeto da Missão Continental.

Pe. Jorge Boran concluiu dizendo que “a garantia do sucesso se constrói a partir dos dons e das habilidades dos jovens. Há dois princípios simples: os jovens aprendem fazendo e os jovens aprendem brincando”. Muito embora tenha oferecido aos participantes uma ferramenta simples e prática, que parece ser fácil mas não o é, necessário se faz, ter um novo olhar e um longo caminho de conversão para renovar-nos, a fim de fortalecer a pastoral orgânica caminhando na senda da Missão Continental.

Pe. Mário De Carli, imc

Fotos: Pe. José Altevir da Silva, CSSp

Um olhar sobre a história da Igreja no Brasil


Na Festa da Natividade de Nossa Senhora, dia 8 de setembro, Pe. Manoel Godoy, diretor executivo do ISTA (Instituto Santo Tomás de Aquino) de Belo Horizonte, MG, apresentou o tema: “PROJETOS E MÉTODOS PARA UMA NOVA EVANGELIZAÇÃO. Memória, seguimento e perspectivas”.
Teceu considerações sobre a Missão a partir da Encíclica Redemptoris Missio n. 33. A Missão como anúncio de Jesus Cristo aos que ainda não o conhecem. Missão vista para atingir os cristãos afastados. Missão vista como Nova Evangelização e não de uma re-evangelização como desejava o Papa João Paulo II ao caracterizá-la no “Ardor, na Expressão e no Método”. Hoje, apesar de todos os esforços feitos, notamos que serviu de moldura para o projeto de restauração tocado pelo pontificado do Papa João Paulo II, sobretudo a partir do Sínodo dos Bispos de 1985. Se olharmos para os projetos de evangelização da Igreja persistem elementos da “implanctio ecclesia” um projetar-se de si mesma diante do mundo. Porém o sonho da Nova Evangelização ainda continua, está em construção, e suas raízes estão no evangelho, sobretudo na vida dos cristãos, tendo presente os 16 documentos do Vaticano II, sobretudo no decreto Ad Gentes.
Muito embora, hoje, a Igreja Católica quer se fazer ouvir a qualquer custo, vive o dilema de um tempo onde sua palavra ainda não consegue unificar o caminhar dos cristãos que ela se propõe. Em virtude disso, há uma nova onda clerical em que se prioriza a estética, a imagem, o show e a aparência em detrimento da ação evangelizadora. Porém, um dos grandes saltos qualitativos da Igreja depois do Concilio Vaticano II em 1974 foi o documento pós-conciliar, Evangelli Nunciandi “Evangelização para todos os Povos” que teve melhor recepção pelo conjunto do povo de Deus.

Sobre a Gênese da Pastoral no BrasilNo final do século XIX acontece a separação entre Igreja e Estado, a República marca profundamente o nosso ser Igreja no Brasil, e o episcopado começa a ver o Brasil de uma maneira nova para articular de ponta a ponta o nosso país nas suas pastorais. Tivemos pessoas ilustres na época com sua linguagem nos processos evangeliza dores, como o de D. Macedo Costa – bispo de Belém do Pará – que olhava todo o nosso país e já sonha com uma pastoral de conjunto – uma ação conjunta da Igreja – na qual expunha à cúria romana a necessidade de um concílio plenário brasileiro.

Não obtendo êxito impulsionou a criação de novas dioceses.Temos dois momentos importantes na vida da Igreja, orientado pelo Cardeal Leme: em 31 de maio de 1930 a visita de Nossa Senhora Aparecida ao Rio de Janeiro com a presença de 1.000.000 de pessoas. No dia 12 de Outubro de 1931 a inauguração da estátua do Cristo Redentor, que mesmo sendo um dia de chuva, reuniu um bom número de pessoas. O Governo Vargas tremeu de medo ao ver a influência que o Cardeal Leme exercia sobre o povo brasileiro. Com a sua influência junto à Constituinte, ele conseguiu a isenção de impostos, o ensino religioso e a filantropia. Grande foi nesta época a influência do Cardeal Leme na convocação dos congressos eucarísticos, e aproveitar destes eventos, para reunir os Bispos para pensar num método novo de evangelizar.
Sem pensar muito estava nascendo uma nova visão sobre o episcopado brasileiro. Sem se darem conta, surgia naturalmente o método ver, julgar e agir que mais tarde deu grande impulso à evangelização no Brasil. Surgiram assim algumas pistas para a ação católica em âmbito nacional. Notavam constantemente que a fragilidade doutrinal era uma constante, justamente com a escassez de clero. Estes dois elementos conjugados se constituem o binômio de preocupação desde a década de 30, inclusive o documento do Celam.

Os resultados se fizeram ver rapidamente: a Ação Católica surge em 1935 e dez anos mais tarde, tem seu papel fundamental na evangelização até os dias de hoje. Em 1950 sob a influência do método belga surgem novos movimentos: JAC, JEC, JOC, JUC e que deu um impulso novo na ação católica no Brasil. Além de aprimorar no método não mantemos que os grupos da ação católica tinham uma coisa chamada “revisão de vida” – os seus membros se imbuíam de uma espiritualidade e mística de atuação na sociedade que era muito fantástico. Cada grupo tinha o seu assistente espiritual e realizaram muitas iniciativas, graças à Aliança entre o Papa, D. Helder e o Núncio Apostólico.Em 1939 realizou-se por D. Leme o I ConAdicionar imagemcílio Brasileiro tão sonhado por D. Macedo. Neste evento foi lançado uma carta pastoral sobre a atuação dos Leigos na sociedade brasileira. Nela constam nomes famosos como os de Jackson Figueiredo, Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, que escreveu o Romance “Lições de Abismo”.

Em 1946 surge a primeira universidade católica e em 1952 surgem a CNBB e também o Movimento do Mundo Melhor com o Pe. Lombardi tendo o aval do Papa Pio XII “Hoje é tempo de heroísmo, tempo de doação”. Em 1954 os Religiosos fundam a Conferência dos Religiosos do Brasil, em 1960 surge o Movimento de Educação de Base. Com estes acontecimentos foi uma das melhores épocas da Igreja do Brasil, seja pelos movimentos e obras nascentes, tanto quanto pelas vozes que se ouviam dos melhores teólogos. Assim se antevia uma Igreja que tinha o que apresentar mais tarde no Concílio Vaticano II.

Plano de Emergência
Corria o ano de 1962 no Rio Grande do Norte houve uma grande seca. Como resposta para socorrer aos necessitados surgiu a Coleta Missão da Fraternidade na cidade de Nízia Floreta. Com esta iniciativa nascia o embrião da Campanha da Fraternidade que se estendeu para todo o Brasil. No dia 25 de setembro de 1962 nascia o primeiro plano de pastoral do Brasil, chamado “Plano de Emergência” (1962-1965).

Enquanto isso, lá do outro lado do mar, a voz do então querido Papa João XXIII, se fazia ouvir sinalizando quatro perigos para a doutrina dos cristãos no continente: o Naturalismo, o Protestantismo, o Espiritismo e o Marxismo. Junto a estas considerações do Papa o episcopado nacional agrega a essas preocupações: o individualismo no apostolado, a falta de clero para evangelizar e, sobretudo, como seriam os convênios entre Governo e Igreja.O Plano de Emergência teve 4 objetivos como metas centrais:
a) A renovação paroquial e buscar princípios básicos e requisitos para a renovação paroquial; b) Recuperação do ministério sacerdotal e faz-se para isto uma pesquisa para saber o quanto há de pessimistas, conformistas, angustiados, dispersivamente apostólicos e os profundamente apostólicos, apaixonados pelo Reino. E se olharmos estas mesmas pesquisas indicarão outros perfis do ministério sacerdotal: light, hi-tech, os cibernéticos; c) Renovação do Educandário Católico; d) Introdução a uma Pastoral de conjunto onde é analisada a descoberta da ruptura entre Igreja e o mundo, o divorcio entre a fé professada e a descoberta da vida interior na pastoral de conjunto (revisão de vida).

Em meio a estes eventos surge o Vaticano II em 1963 e o Plano de Emergência fica para mais tarde, não havendo um clima favorável para o bom desempenho deste plano. Porém, em decorrência do Vaticano II surgem crises e iniciativas novas, entre elas, novos olhares sobre a realidade pastoral. O Concílio Vaticano II publicou 16 Documentos, dos quais 6 se tornaram os que mais tiveram expressão na realidade brasileira. Destacamos os Documentos: Dei Verbum, Lumen Gentium, Ad Gentes, Sacrosanctum Concilium, Gaudium et Spes, Unitatis Redintegratio. Todas elas criaram meios e linhas para a Igreja do Brasil se poder organizar pastoralmente.
PLANO PASTORAL DE CONJUNTO (1966-1970).

A Igreja do Brasil procurou trabalhar todos estes seis Documentos do Vaticano II, e a partir deles, surgiram muitas iniciativas pastorais em todo o país. Forneceu não somente uma estrutura para CNBB trabalhar melhor, mas a Igreja teve que aprender a dialogar com todas as tendências do mundo e também dialogar com todas as forças da sociedade.A partir das Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora tem procurado trabalhar as exigências: o Serviço, o Diálogo, o Anúncio e o Testemunho de Comunhão na perspectiva da pessoa, da comunidade e da sociedade. Atualmente existem 10 comissões episcopais.

Para concretizar os projetos de evangelização a Igreja contou com a ajuda de vários documentos, e entre eles, o Tértio Milenium Adveniente, a Boa Nova já Chegou e o Novo Milenium Ineuntim e o último o Projeto Queremos Ver Jesus.
Hoje com o Documento de Aparecida, a missão continental acontece com pequenas iniciativas ou então não irá muito longe. É da base que virão as pequenas ações para dar impulso a uma dimensão latinoamericana.

Pe. Mário De Carli, IMC
Maria Salete, Comidi, Diocese de Santos – SP.

Fotos e postagem: Pe. José Altevir da Silva, CSSp

Missão Continental no Plebiscito da terra

Organizado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, do qual fazem parte também várias das pastorais sociais atuantes na Igreja no Brasil, este Gesto busca chamar a atenção e contribuir para o país que desejamos construir, mais igualitário politicamente, economicamente justo, ecologicamente sustentável e buscando uma verdadeira expressão de participação democrática, através de uma proposição concreta: a limitação do latifúndio.

É nossa convicção que a Missão Continental não pode acontecer a margem de uma consciência crítica sobre a realidade em que vivemos e sem uma solidariedade efetiva com todos os brasileiros e latinoamericanos, sobretudo aqueles que padecem as injustiças criadas pelas situações de injustiça no campo.


Através desse gesto, mesmo reunidos em curso, refletindo juntos sobre a realidade da paróquia missionária, não estamos desligados desse momento vivido pelo nosso país e por milhares de cristãos conscientes e desejosos por justiça e que hoje estão se manifestando

Pe. Sidnei Marco Dornelas CS
missaocontinental@cnbb.org.br

Fotos e postagem: Pe. José Altevir da Silva, CSSp

Paróquia Missionária: Local de uma evangelização permanente e ou Centro de irradiação missionária



Pe. José Carlos Pereira, CP, sociólogo e teólogo pastoralista, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores – Rio de Janeiro, com o tema “Paróquia Missionária, um Projeto Possível”, partiu da afirmação desafiadora do Documento de Aparecida: “se nós queremos que nossas paróquias sejam centros de irradiação missionária em seus próprios territórios, elas devem ser também lugares de formação permanente” (DAp, nº 306, p. 141). No campo da implantação de uma evangelização permanente, “se nos faz necessário descobrir quais são as principais demandas pastorais, e passarmos da teoria à prática, para uma Igreja em estado permanente de missão, tanto quanto possível e com insistência maior, na preparação, formação e no envio dos seus missionários” – afirmou Pe. José Carlos Pereira. Este foi o objetivo dos trabalhos desta manhã no feriado nacional do Dia da Pátria e do Lançamento da Campanha sobre o Plebiscito do Limite da Propriedade da Terra.

O olhar do assessor se voltou mais detalhadamente sobre a evangelização paroquial tendo presente as orientações para a implantação de uma evangelização permanente e descobrir as principais demandas pastorais tendo presente a formação de seus agentes na realização da missão. Para isto partiu das 4 exigências da ação evangelizadora da Igreja do Brasil: Serviço, Diálogo, Anúncio e Testemunho de Comunhão.

Ao debruçar-se alguns dos desafios pastorais que o mundo lança à Igreja, tais como: o êxodo dos fiéis para as seitas, fenômeno da globalização e a secularização, o pluralismo religioso, a desmotivação dos agentes pastorais, os graves problemas da violência, da pobreza e injustiças (DAp 185), não deixou de falar também dos aspectos da esperança que deve animar todo aquele que se põe em missão.

Diante de todos os desafios pastorais, resgatar a dimensão missionária de cada batizado, buscando trabalhar de maneira intrínseca a pessoa, a comunidade e a sociedade, num trabalho orgânico que aponte pistas de ação para implementar a missão evangelizadora detectando as deficiências presente naquela determinada realidade paroquial. Para isto, a busca de uma pastoral de conjunto, a formação dos agentes e o envolvimento com pastorais de cunho social, é o caminho crescente para colocar os cristãos na senda da missão. A exposição foi dedicada aos temas principais e tangentes da Igreja: pastoral da acolhida, que é parte integrante do processo evangelizador; a função do conselho pastoral paroquial; a pastoral da escuta, as pastorais sociais voltadas para os problemas sociais numa linha bíblica das ações socio-transformadora, um aceno breve à pastoral da visitação, acenos aos centros de formação de fé e política, promover e acompanhar o trabalho voluntário, formação, orientar e conscientizar famílias carentes.

Na parte da tarde os trabalhos foram feitos nas oficinas a fim de apresentar o caminho missionário que cada paróquia está fazendo, suas dificuldades e seus avanças. Para o Pe. José Carlos ao concluir os trabalhos da tarde, fica evidente que este é um caminhar persistente e que deve se realizar começando nas bases. Consiste num projeto que envolve todos os cristãos num caminhar sereno, mas crescente de uma Igreja que se põe em missão, para atingir os de perto e ir além fronteiras. Para isto é fundamental investir na formação de uma consciência missionária nas crianças, nos adolescentes e na juventude.

Texto: Pe. Mário de Carli, imc
Foto e postagem: Pe. José Altevir da Silva, CSSp

Missão, uma grande Paixão, um grande CASO de AMOR

A Igreja do Brasil está literalmente em marcha missionária, em estado permanente de missão. Para todo lado que se olha e que se vá, só se vê falar em missão. É que a missão possui uma única direção: de dentro para fora, em direção do outro, de todos os povos. A missão foi a grande paixão de Jesus. A missão foi o grande caso de amor de Jesus.

Para usar uma expressão que talvez não seja muito adequada, mas no momento foi a que me veio à memória: A missão é o “útero da igreja”: a missão gera vida, dá vida, alimenta a vida. Dizem que, em hebraico, as palavras “útero” e “túmulo” tem a mesma origem: lugar da geração da vida humana, lugar do nascimento para a vida divina. O útero gera a vida física; o túmulo gera para vida divina. A missão nos remete seja à gruta de Belém que ao monte Calvário.

A missão, de fato, é algo encantador, contagiante e fonte inesgotável de inspiração. Inspira missionários: pastores, profetas, artistas, escritores, poetas e compositores. Todos missionários.
A missão que é uma grande paixão, um grande caso de amor, me encantou, me contagiou e me inspirou a organizar um CD, gravado pelas Paulinas-COMEP, com treze músicas voltadas às questões missionárias. Herdamos do Projeto de Evangelização “O Brasil na Missão Continental”, o titulo do referido CD: “VIVO A ALEGRIA DE SER MISSIONÁRIO”. São trezes gotas, estações ou pilares missionários para animar as comunidades, em sua missão, e deixá-las em estado permanente de missão.

Com estas canções queremos dizer que Deus é missão, Jesus é missão, a igreja é missão, a vida é missão, o amor é missão..., afinal, a missão é uma grande paixão e tem que ser vivida como um grande caso de amor.

Tenho sede!

Dom Pedro Brito Guimarães,
Bispo de São Raimundo nonato,
Membro da Comissão Missionária e da Missão Continental

Foto e postagem: Pe. José Altevir da Silva, CSSp

A espiritualidade missionária construída na fraternidade


Neste primeiro dia de trabalhos Pe. Sérgio Bradanini, missionário do PIME, apresentou os “Elementos Bíblicos da Espiritualidade Missionária”. A missão tem uma direção: de dentro para fora, isto é, a Missão é “ad omnes gentes”. Para isto, dissertou Pe. Sérgio que é fundamental ter presente o modelo da relação de Jesus para com os seus discípulos, que envolve a totalidade da vida, feita nas relações humanas.

É uma espiritualidade que exige a concentração de todas as forças com Deus que “tudo canta e explode de alegria” (Salmo 65). Esta experiência espiritual realiza-se na comunidade onde a pessoa deve estar inserida e envolvida numa longa caminhada que se traduz no engajamento crescente com Jesus e o Seu Reino.

A espiritualidade missionária cresce na relação do Mestre com o Discípulo, não fundamentada nos ensinamentos, mas na experiência do relacionamento humano, contínuo e crescente que geram a fraternidade, a vida comunitária num “sentar-se comum à mesa do Reino”. Eis o compromisso da missão: viver deste espírito, relatar a experiência da fraternidade, abastecida pela palavra de Deus a fim de alcançar até as extremidades da terra, um mundo sem fronteiras. Reformular nossa missão, dilatar a experiência da fraternidade, derrubando barreiras onde houver.

A fraternidade é uma dimensão extremamente exigente: colocar a vida ao serviço dos outros para sermos livres. Fraternidade: é o mais alto grau de liberdade, “através da ágape, servir uns aos outros”. Entretanto, afirmou Pe. Sérgio “nós somos feitos de carne e osso, de fraquezas, limites, dons, onde a missão é uma grande paixão e participar da paixão de Deus pela humanidade sofredora e prenha de esperança, na qual, nossos novos âmbitos da experiência missionária, dão-se na docilidade e na humildade, na habilidade e na coragem de apanhar até as ultimas conseqüências, mas de ir até o fim”.

Os Elementos básicos da espiritualidade missionária passam pela relação transparente e serena com Deus. Deus é Deus da relação apresentada no Livro da Torah: O tema central é o da Aliança, vista como pacto renovado constantemente na comunhão de vida. O símbolo é o anel que tem forma circular. Deus toma a iniciativa, chama o povo a “viver dentro deste circulo” feito na comunhão de vida.

Em segundo lugar, os Profetas atuam quando a experiência espiritual se torna vazia, eles levantam a voz para manter viva a chama da fraternidade e da justiça. Manter viva “a consciência critica, pois nunca morreram velhos, mas de morte violenta. Pela palavra vivem e pela palavra morrem” – afirmou Pe. Sérgio. O terceiro aspecto foi uma olhada sobre os livros da Sabedoria, de Jó e do Cântico dos Cânticos, na qual a Bíblia não é patrimônio de Israel, mas da humanidade. JESUS, na centralidade da espiritualidade missionária, é a Luz que se abre ao futuro. Faz o anúncio da chegada do Reino de Deus. Esta é a Boa Notícia. Convida à “Conversão” mudando de visão e de mentalidade. Faz o chamado e escolhe os seus discípulos, para conviver com ele; pra serem enviados a pregar, comer o pão juntos; deu-lhes autoridade para expulsar os demônios, contra o mal. Onde se constitui uma comunidade que vive a fraternidade, o mal não tem vez. Enviou-os em Missão para cuidar dos doentes (Mc 10,8), ressuscitar os mortos, isto é, lá onde se constitui relações humanas fraternas, o mal não tem vez. Em fim, Jesus é homem de fé e de oração e mostra que a missão se realiza no “hoje”, pois sua vida doada a todos a partir dos mais necessitados para forma a fraternidade.

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Para finalizar Pe. Sérgio nos apresentou o apóstolo Paulo que vive segundo o espírito de Jesus Cristo. Ele tem consciência de ser colaborador de Deus e não para dividir. Tem em sua mente o mundo dos gentios e carrega a consciência clara de sua pequenez: “Quando sou fraco é que sou forte!”. Para isto trabalhava com suas mãos, tecedor de tendas, depois anuncia. João, o Evangelista, destacou sua missão muito polêmica contra o ambiente judaico, anunciando que Jesus salva. Mostra o divino no humano. É o verbo que salva na fragilidade. Ele se fez gente como nós, menos no pecado, para que nós nos tornemos mais divinos.

Texto: Pe. Mário de Carli - IMC

Fotos: Pe. José altevir da Silva, CSSp






Abertura da Semana Brasileira da Missão Continenal


Vocês são testemunhas destas coisas (Lc 24, 48)

Aconteceu na noite do dia cinco de setembro, às 20h, no Centro Cultural Missionário, em Brasília, a abertura da semana brasileira da missão continental.
Meio aos cinqüenta e seis missionários oriundos das mais diversas regiões do Brasil, Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo de Floresta-PE, membro da Comissão Episcopal da Missão Continental, acolheu todos os participantes e os motivou com as seguintes palavras: “ na missão continental não podemos deixar de nos solidarizar com a retomada da identidade dos povos indígenas e afrodescendentes e tão pouco, deixar de procurar, com todos os de boa vontade, um novo paradigma socioeconômico e cultural, baseado no diálogo, na economia e no respeito, em lugar do paradigma atual, que é falido e imoral.

Como para os discípulos de Emaús, o tempo de hoje pode nos deixar desanimados. Mas Cristo Ressuscitado caminha conosco Ele nos permite “ler” a realidade atual com outros olhos e nos reanima para a missão. Como Igreja nós temos que nos colocar ao lado dos povos do nosso continente e acompanhá-los na sua caminhada a partir da nossa fé em Cristo ressuscitado e com Ele trilhar novos caminhos”.

A oração inicial foi realizada de maneira dinâmica e participativa, de modo que os dezessete Regionais da CNBB, na pessoa de seu representante, apresentaram uma experiência missionária significativa, fruto da missão continental, que vem animando e aquecendo os corações das pessoas nas comunidades, paróquias e dioceses, vida religiosa, pastorais e movimentos em todo o Brasil.

Ao iniciar este evento nacional da missão continental, foi destacado que começar algo em nossa vida evoca, em primeiro lugar, para o entusiasmo. Toda pessoa entusiasta sabe o que quer e aonde quer chegar. A causa maior é sempre o Reino de Deus e a pessoa de Jesus Cristo e seu Projeto. Neste espírito de nitidez pela urgência da missão, aconteceu a memória e partilha dos regionais, que por sua vez, os representantes não conseguiam conter a alegria e vibração ao partilhar as inúmeras atitudes missionárias realizadas em suas localidades.
Ao concluir este primeiro momento da semana brasileira da missão continental, ficou claro que a missão evangelizadora abraça a todos com o amor de Deus e especialmente aos pobres e aos que sofrem.

E o convite foi lançado: “levemos nossos navios mar adentro, na força do Espírito, sem medo das tormentas, seguros de que a providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf DAp 551).

Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da dimensão missionária da CNBB
Secretário executivo do COMINA